De salários a compras: stablecoins estão se tornando dinheiro do dia a dia, segundo estudo da BVNK

25 de fevereiro de 2026

por Redação Abranet

De salários a compras: stablecoins estão se tornando dinheiro do dia a dia, segundo estudo da BVNK

As stablecoins deixaram de ser um nicho para se tornarem uma forma prática e cotidiana de dinheiro, sendo usadas em todo o mundo para tudo, desde o recebimento de salários até a compra de bens e serviços. De acordo com dados do Stablecoin Utility Report da BVNK, que ouviu mais de 4.600 early adopters e nativos cripto em 15 países, as stablecoins não estão mais limitadas ao trading especulativo ou a casos de uso restritos, mas sendo usadas para necessidades financeiras do mundo real, particularmente, para uma movimentação de dinheiro mais ágil e acessível.

 

O estudo foi realizado pela YouGov em nome da BVNK, em parceria com a Coinbase e a Artemis. Ele mostra como as pessoas estão recorrendo às stablecoins para movimentar dinheiro de forma mais rápida, segura e barata — e como essa mudança de comportamento está se tornando uma tendência mundial, indo além de suas raízes no Sul Global. O relatório entrevistou indivíduos que possuem criptomoedas atualmente (incluindo stablecoins), que possuíram nos últimos 12 meses ou que planejam possuir nos próximos 12 meses.

 

Para Chris Harmse, cofundador da BVNK, o relatório responde como as pessoas estão usando stablecoins para resolver problemas reais. “As pessoas já estão sendo pagas e gastando stablecoins onde os pagamentos tradicionais são lentos, caros ou pouco confiáveis”, apontou.


As principais conclusões do relatório incluem que 39% dos entrevistados afirmaram receber pagamentos em stablecoins (seja de amigos/família ou profissionalmente). Para este grupo, as stablecoins representam cerca de um terço (35%) de seus ganhos anuais. Além disso, 27% dos detentores de stablecoins as utilizam como método de pagamento para atividades cotidianas, mantendo uma média de US$ 200 em suas carteiras e tratando o ativo como moeda corrente; e não como poupança.


Os principais motivos para pagar com stablecoins são operacionais: taxas mais baixas (30%), segurança (28%) e acesso global (27%). 42% das pessoas desejam gastar cripto em compras de alto valor ou estilo de vida, mas apenas 28% conseguem fazê-lo atualmente.


Mas falta integração bancária. O público quer facilidade: 77% abririam uma carteira de stablecoins se seu banco ou app de fintech oferecesse uma, e 71% têm interesse em usar um cartão de débito vinculado para gastar seus ativos.


A tendência de uso cotidiano tem sido impulsionada por condições na América do Sul, Ásia e África, onde a movimentação tradicional de dinheiro pode ser restrita. Nestes mercados emergentes, 60% dos entrevistados possuem stablecoins (na África, o número chega a 79%).


Por outro lado, economias desenvolvidas (EUA, Reino Unido e Europa) estão começando a enxergar o potencial das stablecoins para modernizar pagamentos. Nesses locais, 45% dos usuários de cripto possuem stablecoins, com saldos substancialmente maiores — cerca de US$ 1.000, comparados a US$ 85 nos mercados emergentes.


 

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