Antes de errar no mundo real, erre no digital

21 de janeiro de 2026

Antes de errar no mundo real, erre no digital

A ideia de testar o futuro antes de ele acontecer não é nova. O que muda agora é a capacidade de fazer isso em escala, com precisão estatística e aprendizado contínuo. A simulação por Inteligência Artificial baseada em agentes – indivíduos ou entidades autônomas que interagem dentro de sistemas digitais – começa a ocupar espaço nas decisões corporativas.

Empresas vêm utilizando esses ambientes sintéticos para observar, em tempo real, como consumidores e mercados poderiam reagir a novos produtos, mudanças de preço ou rupturas na cadeia de suprimentos. É uma forma de substituir parte da incerteza por experimentação: antes de lançar algo no mundo físico, o gestor testa, compara e mede o impacto dentro de um modelo vivo.

Agora começam a usar também simulações baseadas em agentes sintéticos autônomos que pensam, decidem e agem como indivíduos, grupos ou entidades. Essas simulações permitem que lideranças de negócio testem possibilidades, prevejam resultados e reimaginem o futuro, antes que ele aconteça, modelando padrões comportamentais, preferências e compensações em populações sintéticas.

Entre as vantagens estão:

  • Testar centenas de cenários de mercado antes de investir recursos
  • Prever comportamento de consumidores e investidores
  • Otimizar cadeias de suprimentos e processos produtivos
  • Antecipar perda de clientes e intervir proativamente
  • Transformar o planejamento estratégico de ciclos anuais para adaptação contínua

 

Embora não haja garantia de como as pessoas vão se comportar, as simulações baseadas em agentes fornecem uma visão mais estruturada de como provavelmente os indivíduos irão agir em novos cenários, fomentando o brainstorming e inovação, simulando resultados de diferentes estratégias para a empresa.

A EY demonstrou o potencial em números : uma simulação baseada em agentes autônomos recriou o “ Global Wealth Research Report”, de 2025, em um único dia e com 90% de correlação com os resultados reais . Já um estudo acadêmico recente mostrou que a combinação de agentes inteligentes e não inteligentes aumentou a acurácia média das simulações de 23% para 68%.

 


Entenda por que simular comportamentos pode ser o novo diferencial competitivo – e como as empresas estão usando IA para prever antes de decidir, no artigo completo publicado no site da The Shift.

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