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IA no centro: as previsões da Dell para América Latina em 2026

16 de dezembro de 2025

por Redação Abranet

IA no centro: as previsões da Dell para América Latina em 2026

A inteligência artificial acelerará o ritmo transformador das companhias em 2026, sendo responsável por redesenhar completamente operações, modelos de trabalho e infraestrutura tecnológica das organizações. A Dell Technologies apresentou suas Previsões para 2026 na América Latina, em um painel virtual com a participação de John Roese, Global Chief Technology Officer e Chief AI Officer da Dell Technologies, e Luis Gonçalves, presidente da Dell Technologies para América Latina.  
 

De acordo com Roese, no ano que vem, ter IA operando em ambientes reais de produção será um grande diferencial competitivo. “Se a IA não estiver melhorando de forma significativa sua receita, lucro ou estrutura de custos, você já está ficando para trás”, destacou.


Confira as cinco principais tendências previstas pela Dell

 

1 - Um chamado à ação: governança para um ecossistema de IA em rápido movimento

Embora a adoção da IA tenha crescido rapidamente, a governança não avançou no mesmo ritmo. A indústria colocou em produção modelos, chatbots e agentes sem estruturas de controle sólidas, o que representa um risco para a estabilidade do ecossistema.


Para 2026, a demanda por ambientes privados, gerenciados e seguros, incluindo o uso de modelos executados localmente em instalações ou em fábricas de IA controladas, será inegociável. A Dell faz um chamado para que governos e organizações colaborem na construção de um ecossistema regulado e seguro.


A governança, enfatiza a empresa, não tem o objetivo de frear a inovação, mas de possibilitar uma adoção de IA segura, estável e escalável.

 

2 - Gestão de dados: a verdadeira coluna vertebral da inovação em IA

O maior avanço em IA virá da capacidade das empresas de gerenciar, enriquecer e ativar seus dados. Para a Dell, em 2026, a gestão e o armazenamento de dados de IA se consolidarão como o coração da inovação, impulsionados por plataformas projetadas para integrar fontes diversas, proteger novos ativos derivados dos dados e oferecer armazenamento de alto desempenho.


À medida que se consolida a era agêntica, os dados deixarão de ser usados apenas para treinamento de modelos e se tornarão um ativo dinâmico que habilita conhecimento em tempo real. Essa “camada de conhecimento” será essencial para os sistemas de IA do futuro.

 

3 - IA agêntica: o novo gestor da continuidade operacional

A IA agêntica evoluirá de assistente útil para orquestradora integral de processos complexos. Em setores como manufatura e logística, esses agentes coordenarão equipes, garantirão a continuidade entre turnos e otimizarão fluxos de trabalho em tempo real. Os agentes funcionarão como o “sistema nervoso” das operações modernas, sustentados por dados corporativos que devem ser adequadamente protegidos e gerenciados.

 

4 - Fábricas de IA redefinem resiliência e recuperação de desastres

À medida que a IA se integra às funções mais críticas, a continuidade operacional se torna prioridade. As organizações evoluirão para fábricas de IA, infraestruturas projetadas para garantir que capacidades inteligentes permaneçam ativas mesmo diante de falhas em sistemas primários. Isso requer proteção de dados vetorizados e outros componentes únicos da IA, bem como colaboração estreita entre fornecedores de tecnologia, governos e parceiros de segurança e proteção de dados.

 

Muitas pessoas presumem que uma Fábrica de IA se resume principalmente ao hardware, especialmente porque projetamos alguns dos sistemas mais avançados para lidar com essas tarefas. Mas o verdadeiro desafio está em preparar a estrutura de dados que alimenta a infraestrutura. Os dados devem ser limpos, seguros, protegidos e continuamente atualizados à medida que circulam pela Fábrica de IA, sinalizou Gonçalves.

 

5 - IA soberana acelera a infraestrutura empresarial nacional

A IA soberana surge como um pilar estratégico para os países. As nações não apenas consumirão tecnologia, mas construirão seus próprios marcos para acelerar a inovação local e garantir autonomia digital. As empresas deverão operar dentro desses limites regionais, aproveitando infraestruturas nacionais que fortaleçam setores como saúde, indústria e serviços públicos. Esse movimento transformará a IA de um conceito global em uma realidade profundamente local, com impacto direto sobre cidadãos e economias.

 

“Governos de diferentes países da América Latina, como El Salvador, Argentina, Colômbia e Brasil, estão adotando cada vez mais essas tecnologias, reconhecendo a necessidade de compreender, regular e influenciar ativamente o modo como esses sistemas operam”, destacou o presidente da Dell Technologies para América Latina. 

 

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    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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