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Amazon faz maior demissão de sua história e corta 14 mil empregos por inteligência artificial

28 de outubro de 2025

por Da redação da Abranet

Amazon faz maior demissão de sua história e corta 14 mil empregos por inteligência artificial

A Amazon anunciou nesta terça, 28/10, que vai demitir cerca de 14 mil funcionários, no que deve se tornar o maior corte de pessoal da história da empresa. A medida faz parte de um processo de reestruturação que busca tornar a companhia “mais ágil e menos burocrática”, segundo comunicado assinado por Beth Galetti, vice-presidente sênior de Pessoas, Experiência e Tecnologia.

As demissões atingirão diferentes áreas corporativas e tecnológicas, equivalendo a cerca de 4% da força de trabalho de 350 mil empregados de escritório e tecnologia da empresa. A Amazon informou ainda que novas reduções podem ocorrer em 2026, mesmo com planos de contratação seletiva em áreas estratégicas, especialmente ligadas à inteligência artificial generativa e computação em nuvem.

“Esta geração de IA é a tecnologia mais transformadora desde a internet”, afirmou Galetti no blog oficial da companhia. “Precisamos estar organizados de forma mais enxuta, com menos camadas e mais autonomia, para agir com rapidez e continuar inovando para nossos clientes.”

Sob a liderança do CEO Andy Jassy, que sucedeu Jeff Bezos em 2021, a Amazon vem promovendo uma série de cortes e ajustes estruturais para conter custos e reformular sua cultura corporativa. Entre 2022 e 2023, a empresa demitiu cerca de 27 mil pessoas — movimento que, segundo Jassy, reflete o esforço para “operar como a maior startup do mundo”.

Durante a pandemia, a Amazon havia expandido fortemente sua equipe para atender à explosão da demanda por comércio eletrônico e serviços de nuvem. Agora, busca ajustar o tamanho da operação e concentrar recursos em “grandes apostas”, como IA generativa, automação logística e infraestrutura de nuvem, áreas nas quais planeja investir US$ 118 bilhões apenas em 2025.

A companhia reconhece que a adoção crescente de inteligência artificial está alterando o perfil de empregos dentro da Amazon, com redução de funções administrativas e aumento de vagas técnicas. O próprio Jassy já havia antecipado, em junho, que a empresa “terá menos pessoas fazendo alguns dos trabalhos de hoje e mais gente em novas funções ligadas à IA”.

Amazon não é exceção. O movimento de reestruturação vem se repetindo entre grandes companhias globais. Meta cortou 600 cargos na unidade de IA na semana passada; Microsoft, mais de 15 mil ao longo de 2025; e Google, 35% de seus gestores de pequenas equipes, em esforço para reduzir camadas hierárquicas e acelerar decisões.

A empresa informou que os funcionários afetados terão 90 dias para buscar novas oportunidades internas, com prioridade nas contratações da própria Amazon. Aqueles que não forem realocados receberão pacotes de indenização, assistência para recolocação e benefícios de saúde temporários.

Ao mesmo tempo em que corta pessoal corporativo, a Amazon anunciou recentemente a contratação de 250 mil trabalhadores temporários e permanentes para suas operações de logística e entrega, em preparação para a temporada de compras de fim de ano — um indicativo da diferença de ritmo entre suas divisões de tecnologia e de varejo.

A gigante do e-commerce, que é o segundo maior empregador privado dos Estados Unidos, com 1,54 milhão de trabalhadores no total, divulgará seus resultados do terceiro trimestre na próxima quinta-feira, em meio à pressão de investidores por ganhos de eficiência e liderança na corrida da inteligência artificial.

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    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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