Inovação não é opcional. É pura sobrevivência.

18 de junho de 2025

por Redação The Shift

Inovação não é opcional. É pura sobrevivência.

A incerteza econômica está batendo forte em algumas áreas e cerca de 60% das organizações estão congelando ou reduzindo seus investimentos em inovação. Um erro estratégico, segundo um novo relatório da McKinsey, que mostra como as organizações que mantêm suas apostas em crescimento, mesmo em momentos turbulentos, saem à frente dos concorrentes – e apresentam resultados superiores no longo prazo.

Mesmo diante de pressões orçamentárias, o relatório “Investing in Innovation: Three Ways to Do More with Less” mostra que um terço dos executivos espera que mais de 25% da receita futura de suas empresas venha de produtos ou serviços que ainda não estão no mercado. Essa expectativa é especialmente forte nos setores de saúde, tecnologia e indústrias avançadas.

  • Saúde, farmacêutica e dispositivos médicos: 50% das empresas aumentaram investimentos em inovação
  • Tecnologia, mídia e telecomunicações: 42% das companhias aumentaram os aportes
  • Bens de consumo: 44% das organizações mantiveram ou ampliaram os investimentos

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Vale lembrar que nesses setores, a inovação não é apenas uma vantagem competitiva – é uma necessidade existencial. Sem inovação, esses negócios podem desaparecer rapidamente por não darem conta da concorrência. A pesquisa global foi realizada com mais de mil executivos em 99 países.

Por outro lado, os dados revelam que quase metade das empresas só consegue lançar até 25% de seus projetos de inovação dentro do prazo, e apenas um terço cumpre o orçamento estipulado. Aqui fica claro como a lacuna entre ambição e capacidade de execução é grande – um problema que tende a piorar quando os investimentos são cortados. Porque aí não se tem nem o novo negócio, nem o aprendizado.

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Má prática: muitas ideias, pouca execução

Apesar das boas intenções, os dados mostram que poucas empresas dominam os fundamentos da inovação. A McKinsey utiliza um framework com oito “elementos essenciais da inovação”. Em quatro deles (veja abaixo), menos de 10% das pessoas entrevistadas dizem que suas empresas têm desempenho forte:

  • Comparação de valor entre projetos de risco diferente;
  • Corte precoce de projetos com baixo retorno;
  • Conexão entre M&A e inovação;
  • Racionalização do uso de recursos.

Esses pontos são fundamentais para alinhar a inovação às metas de crescimento da organização. Empresas que têm desempenho forte nesses pilares são até 3 vezes melhores em escalar negócios, reter talentos e lançar produtos no prazo.

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Crescer com menos: uma equação possível

Segundo o relatório, o investimento em inovação não deve ser encarado como algo que só empresas de rápido crescimento e muitos recursos são capazes de fazer. Em outras palavras, não é preciso investir mais, mas investir melhor. A chave está na alocação eficiente de recursos, na coragem de abandonar projetos ineficazes e na disposição de ajustar continuamente o portfólio acompanhando as mudanças do mercado.

Essa abordagem é reforçada por outros estudos. Segundo a PwC, 61% das empresas mais inovadoras do mundo têm uma estratégia formal de inovação alinhada ao negócio, e elas crescem em média 16% mais rápido que seus pares. Já o “Innovation Index 2024, do BCG (Boston Consulting Group), aponta que as empresas líderes em inovação – como Apple, Microsoft, Tesla e Moderna – se destacam por investir em inovação mesmo em tempos de crise. Essa constância é o que permite que essas organizações colham frutos em momentos de retomada. Essa visão também tem que ser abraçada pelo board, que deve equilibrar inovação e confiança.

O que líderes bem-sucedidos fazem diferente?

A McKinsey aponta três ações centrais adotadas pelas empresas que conseguem extrair mais valor de seus investimentos em inovação, mesmo sem aumentar os orçamentos:

  1. Análise profunda do portfólio de inovação (“teardown”)
  2. Fomento à tomada de risco com controle de danos
  3. Rigor e centralização nas decisões de congelamento de projetos

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