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RuralMAX conecta pequenos produtores rurais de Alagoas

04 de abril de 2024

por Redação da Abranet

RuralMAX conecta pequenos produtores rurais de Alagoas
A NEGER Telecom vai doar equipamentos RuralMAX para quatro comunidades rurais do interior de Alagoas. Os dispositivos, que captam o sinal das redes celulares mesmo em locais com sinal baixo ou instável, vão permitir que famílias de produtores rurais tenham, pela primeira vez, acesso à internet, podendo com isso ampliar suas atividades e ter a possibilidade de buscar por capacitação e ensino online. A iniciativa faz parte do projeto RuralMAX 5G Pro que busca levar conectividade em banda larga e internet das coisas (IoT) de baixo custo para áreas rurais. O impacto da tecnologia vai ser monitorado pela NEGER Telecom, com apoio de pesquisadores do programa RHAE (Recursos Humanos em Áreas Estratégicas), financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Projetado para atender às demandas de usabilidade específicas das comunidades rurais, o RuralMAX incorpora internamente em um único equipamento diversos dispositivos como antena, amplificador de sinal, modem e roteador. É o único da categoria com Wi-Fi IEEE 802.11b/g/n integrado, permitindo velocidades de até 300 Mbps e conexão à internet para as mais diversas aplicações em áreas rurais. João Pedro dos Santos Verçosa, pesquisador da empresa, explicou que, com o RuralMAX, as famílias de produtores rurais que vivem em locais muito remotos e carentes poderão não só captar novos compradores – geralmente, as vendas são restritas a um único intermediário ou feira local –, como também poderão aprender técnicas de produção agrícola, de vendas, e ter acesso à educação online. Elder Oliveira, pesquisador do projeto na NEGER Telecom, acrescentou que a motivação com esse projeto é desenvolver novas tecnologias e técnicas de comunicação em áreas rurais tendo base o usuário final. Além da avaliação de impacto socioeconômico que vamos realizar nesse projeto, com a doação dos equipamentos poderão ser identificadas necessidades e testar na vida real questões importantes para a empresa, como por exemplo, a durabilidade dos dispositivos em condições mais severas e o quanto a tecnologia é amigável em relação à sua instalação, conforme disse Elder Oliveira. Entre os contemplados do projeto estão grupos heterogêneos como cooperativistas, assentados do Movimento Sem Terra, indígenas e pequenos produtores familiares. Além do tipo e produção e nível de organização, há uma grande heterogeneidade em relação à geografia onde estão as roças desses produtores. Dessa forma, cada localidade apresenta um desafio diferente no que se refere à instalação dos equipamentos. Lavoura conectada – Dois dos equipamentos doados pela NEGER Telecom vão atender 35 famílias que produzem frutas e hortaliças no assentamento do Movimento Sem Terra (MST) no município de Messias, a 40 quilômetros de Maceió. Atualmente, elas vendem sua produção um único dia da semana em uma feira de produtos orgânicos na capital do estado. De acordo com Verçosa, eles plantam para subsistência, mas têm excedente que poderia ser vendido em outros pontos de Maceió, ou até em um sistema de cestas orgânicas vendidas online, captando mais clientes. Em Messias, os assentados iniciaram também um projeto junto a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) de produção de PANCs (plantas alimentícias não convencionais) como, por exemplo, o jenipapo, aroeira, araçá do mato e cambui, que servem de alimento, mas ainda são desconhecidas da maior parte da população. Verçosa apontou que o acesso à internet será essencial para a divulgação dessa produção e para conquistar novos adeptos da PANCs.   No agreste alagoano, a 100 km de Maceió, os produtores de leite de Tanque DArca também serão beneficiados. Atualmente as famílias vendem seus produtos para um único intermediário. Fora isso, os produtores rurais sofrem com a falta de infraestrutura. Eles precisam se deslocar por grandes distâncias para alcançar os pontos onde o celular tem área de cobertura. Como local é de difícil cobertura, a NEGER Telecom realizou simulações de propagação de radiofrequência para avaliar o perfil da propagação, de elevação local e a viabilidade técnica do projeto. Conforme detalhou Oliveira, na região, os dispositivos convencionais, como os celulares, sofrem com instabilidade na captação devido a fenômenos físicos da propagação eletromagnética. Segundo ele, o uso de um equipamento mais robusto, como o RuralMAX, associado a técnicas de engenharia de telecomunicações, pode prover internet com bom desempenho, através do acesso aos grandes provedores de internet. Outro ponto do projeto é a aldeia indígena Kariri Xocó, no município de Aldeia Real do Colégio, na região do baixo São Francisco, a 172 km de Maceió. Atualmente, na área onde ficam as roças de mandioca, feijão e milho, por exemplo, não há energia elétrica e muito menos internet. O quarto local do projeto de implantação do Rural Max 5G Pro é a Cooperativa dos Agricultores Qualificados (Copaq), em Matriz de Camaragibe, a 75 km de Maceió. Lá eles produzem coco e mais trinta produtos. São produtores muito organizados e a internet vai facilitar a comunicação entre eles, além de permitir a capacitação para as famílias, diz Verçosa.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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