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Acesso apenas pelo telefone celular é barreira para maior conectividade significativa

16 de novembro de 2023

por Roberta Prescott

Acesso apenas pelo telefone celular é barreira para maior conectividade significativa
O uso da internet apenas pelo aparelho telefone celular é uma barreira para uma exploração mais ampla da rede e um desenvolvimento maior de quem a usa. “O telefone passou a ser uma forma democrática para acessar à internet, mas ele impõe barreiras para se ter um acesso com maior significado. A conectividade significativa requer o uso de vários dispositivos”, assinalou Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, ao responder perguntas de jornalistas na coletiva de imprensa de apresentação dos resultados da pesquisa TIC Domicílios 2023.  A pesquisa revelou que os lares das classes C, D e E puxaram o aumento do acesso de domínios à internet, fazendo os números voltarem a crescer em 2023, após dois anos de estabilidade. No Brasil, 84% das residências ou o equivalente a 64 milhões têm acesso à internet, quatro pontos porcentuais a mais que em 2022 — leia matéria completa.  Conectividade significativa é um termo que tem sido usado para definir um nível de acesso à internet que permite aos usuários terem uma experiência online segura, satisfatória, enriquecedora e produtiva a um custo acessível. Algo que não é possível usando apenas o telefone celular. A TIC Domicílios 2023 mostrou que apenas 41% dos domicílios têm computador, sendo que há uma discrepância entre as classes sociais: 99% da classe A tem computador; 84% da classe B, 42% da C e apenas 11% da classe DE.  Além disso, segundo a pesquisa, 84% da população com dez anos ou mais com acesso à internet nos últimos três meses anteriores ao estudo, um porcentual acima dos 81% de 2022 e 2021. São 156 milhões de usuários no Brasil. No entanto, 58% faz uso apenas pelo telefone celular. Este porcentual é a média geral, que, quando destrinchada, emerge a desigualdade, com 77% da população rural, 91% dos analfabetos ou escolaridade apenas até ensino infantil, 87% da classe DE acessando à internet apenas pelo celular. O acesso exclusivo por celular também foi maior entre as mulheres (64%) do que entre os homens (52%) e entre pretos (64%) e pardos (63%) do que entre brancos (49%). Fabio Storino, coordenador da pesquisa TIC Domicílios, apontou que a televisão vem ganhando relevância como meio para se acessar à internet, mas o celular ainda reina. Quase a totalidade (99%) dos usuários de Internet brasileiros com dez anos ou mais se conectou à rede pelo telefone celular, que segue como o dispositivo mais utilizado para essa finalidade. Em segundo lugar, aparece a televisão (58%), dispositivo cujo uso vem aumentando há uma década. Já a conexão via computador permaneceu estável. Entre os que possuem telefone celular, 60% contam com um plano pré-pago, e 36%, pós-pago. No que diz respeito à conexão, 97% dos usuários de Internet pelo celular da classe A acessam a rede tanto por Wi-Fi quanto pela rede móvel, enquanto nas classes DE, 36% acessam exclusivamente por Wi-Fi e 11% somente pela rede móvel. Para Barbosa, apesar de, neste ano, voltamos a observar um aumento de conectividade no País, a TIC Domicílios mostrou que a qualidade desse acesso ainda é desigual entre a população, o que restringe o desenvolvimento de habilidades digitais e fruição plena dos benefícios que a Internet tem a oferecer.  O acesso de múltiplos dispositivos contribui para habilidades que são formadas através de um uso mais diverso de dispositivos,  apontou Fabio Storino.  A TIC Domicílios 2023 também registrou aumento das transações financeiras usando a internet, saltando de 33% dos usuários tendo realizado consultas, pagamentos ou outras transações financeiras em 2019 para 46% em 2021 e 54% neste ano. O mesmo vale para compras e serviços pela internet nos últimos 12 meses que seguiram a tendência de alta, chegando a 50% ou 78 milhões de usuários em 2023 — em 2022 foram 67 milhões (45%) e em 2021, 68 milhões (46%). Tivemos variação dentro da margem de erro em relação a 2022, mas destaco que houve aumento neste tipo de atividade no período da pandemia e havia possibilidade de retorno aos patamares anteriores, mas a pesquisa mostrou que e-commerce segue patamar mais elevado”, avaliou Fabio Storino. Isso mostra que o consumo online de produtos ou serviços passou a fazer parte dos hábitos de um contingente maior de brasileiros. Cultura e governo eletrônico  Entre as atividades culturais online, o consumo de podcast foi o que mais avançou nos últimos anos no País. De acordo com o estudo, 29% dos brasileiros com dez anos ou mais ouviram esse tipo de conteúdo em 2023, um aumento de sete pontos percentuais em relação a 2021 (22%) e de 19 pontos percentuais na comparação com 2019 (10%). O crescimento do acesso a podcasts no Brasil tem sido movimentado, sobretudo, pela produção nacional. Enquanto 29% dos indivíduos reportaram ter ouvido podcasts brasileiros, somente 7% escutaram podcasts estrangeiros, invertendo uma lógica que predomina no caso de filmes e séries. O estudo revelou também que a proporção dos indivíduos que assistem a vídeos por serviços de assinatura aumentou sete pontos percentuais, subindo de 38% em 2021 para 45% em 2023. Ainda assim, os sites ou aplicativos de compartilhamento de vídeos seguem como a principal plataforma de acesso a esse tipo de conteúdo na Internet, usada por 54% daqueles que assistiram a vídeos online. Vídeos de música (50%) e de notícias (48%) foram os temas mais citados pelos indivíduos, e vídeos de eventos ou programas religiosos (34%) tiveram um aumento de 7 pontos percentuais em relação a 2021. Em 2023, 73% dos usuários de Internet com 16 anos ou mais utilizaram o governo eletrônico, o que representou um crescimento de oito pontos percentuais em relação a 2022. Entre 2021 e 2023, houve um aumento significativo na realização de serviços relativos ao pagamento de impostos e taxas de maneira 100% online, sem a necessidade de finalizar o serviço presencialmente.  O coordenador da pesquisa, Fabio Storino, destacou que os órgãos públicos vêm aumentando a oferta de serviços digitais, como mostra a pesquisa TIC Governo Eletrônico. Segundo ele, o aumento no número de pessoas que acessaram serviços públicos pela Internet verificado em 2023 é algo positivo tanto para os cidadãos quanto para os governos.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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