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Anatel: solução para postes tem de ser neutra e não prejudicar a competição

14 de setembro de 2023

por Roberta Prescott

Anatel: solução para postes tem de ser neutra e não prejudicar a competição
A proposta para um novo modelo para o compartilhamento dos postes está próxima a sair, conforme apontou o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, ao participar do Painel Telebrasil Summit 2023. A portaria conjunta da pasta com o Ministério de Minas e Energia (MME) sobre a política de compartilhamento de postes será, segundo ele, publicada até o fim do mês de setembro. De acordo com José Borges, superintendente de competição da Anatel, a questão dos postes é fundamental não apenas pela questão competitiva, mas de segurança também, e a agência sabe que tem de lidar com especificidades do setor de telecom. “Procuramos estimular a competição e interferir o menos possível. Sabemos que o poste é um insumo fundamental. Temos de chegar a um bom senso que seja economicamente viável para telecom e que não prejudique o setor elétrico”, disse, ao participar do painel “Como inovar (e pagar a conta) na gestão de postes?”.  Borges defendeu que seja uma solução neutra, que não prejudique a competição, que traga ambiente favorável aos negócios e também segurança. “É fundamental a participação das associações”, ressaltou.   O primeiro apelo é a segurança das pessoas, ressaltou Marcos Vasconcelos, coordenador de redes de distribuição e serviços comerciais na Aneel. Paralelo a isso, disse, tem as regularidades comercial e técnica. “Foi nesta linha que propusemos a minuta que foi a consulta pública 73. Nosso papel tem sido o de apresentar conforto regulatório”, apontou Vasconcelos. Um dos pontos a considerar, segundo Vasconcelos, é a diversidade do setor, com cerca de cem distribuidoras.  Da parte da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), o diretor de regulamentação, Ricardo Brandão, assinalou que a competência para disciplinar o assunto é dos órgãos reguladores, mas que não existe uma solução de escritório única para todos os casos. “Temos discussões sobre operador neutro ou posteiro e temos as distribuidoras com 9 milhões de unidades e outras com 4 mil. A solução não pode ser única para todas as distribuidoras, por exemplo, algumas, como caso das pequenas, elas conhecem a área melhor que o posteiro”, disse.  O posteiro seria um explorador da infraestrutura do poste.  Brandão defendeu que se foque nos problemas maiores, como no caso de postes com 30  pontos de fixação — e não os seis permitidos. “São muitos players e fios lançados à revelia, muito mais que no passado. É preciso pensar em uma reformulação da regulamentação para que não ser vantajoso operar na clandestinidade”, destacou o diretor da Abradee.   Andamento Borges, da Anatel, disse que a parte da agência no nível técnico deve estar fechada nas próximas semanas para daí avançar na minuta da resolução. Agora, o debate na Anatel está na metodologia de preços, levando em conta as especificidades do setor de telecom e do elétrico. O passo seguinte é abrir consulta pública para metodologia de preços. Borges adiantou que a portaria vai trazer orientações de políticas públicas, principiológicas, e preocupações objetivas como preço.   Marcos Vasconcelos apontou que têm sido feitos debates na Aneel acerca da amortização tarifária e hoje já avançou para quais são os custos efetivos suportados pelas distribuidoras.  A assimetria de preços, um problema atual, tem de ser endereçada. “Nosso objetivo é estabelecer o mesmo piso para todos e isso não é ter o mesmo preço, mas ser isonômico e trazer mais racionalidade”, completou Borges, dizendo que a meta é convergir para uma metodologia que funcione para os dois setores.  Brandão, da Abradee, lembrou que a LGT fala em preço justo e razoável e questionou a migração de preço de livre negociação para preço regulado sob a justificativa de que é preciso remunerar o investimento.     A Abranet tem a sua posição marcada sobre o tema. Na consulta pública realizada pela Anatel, encerrada em abril de 2022, a entidade disse que há mais prestadoras de serviços de telecomunicações em atuação que postes disponíveis para o compartilhamento. A Abranet também não compartilha da ideia da criação de um operador neutro ou de uma posteira, uma vez que ela falha ao transferir competência das agências reguladoras para um agende de mercado. Ao contrário, a solução precisa do poder regulador para uma solução que atenda ao máximo de interessados. Por exemplo, ao usar prerrogativas do plano de metas de competição para garantir que haverá rede a todos aqueles que a própria Anatel autorizou funcionar. 

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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