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  4. Na cidade de São Paulo, cada R$ 1 investido em digitalização resultou uma economia anual de R$ 27 à prefeitura

Na cidade de São Paulo, cada R$ 1 investido em digitalização resultou uma economia anual de R$ 27 à prefeitura

20 de setembro de 2022

por Redação da Abranet

O BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento fez uma análise de custos relacionados a deslocamentos, tempo de espera, envios de documentos, recursos humanos e outros gastos e concluiu que a digitalização de serviços pode gerar economia para o município. Um estudo realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com o título Benefícios econômicos da transformação digital, com base em dados dos programas, da Prefeitura de São Paulo – em parceria com a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia – indicou que, cada R$ 1 investido na digitalização de serviços oferecidos ao público gerou um retorno, ou uma economia anual de R$ 27. Em termos percentuais, o relatório apontou que a transformação digital gerou para a sociedade (cidadãos e empresas) uma redução média de 74% no custo unitário de uma solicitação de serviço público. No caso de serviços solicitados apenas por pessoas físicas, a redução média foi de 83%. No grupo de serviços solicitados por empresas, a redução verificada foi de 67%, segundo o documento que buscou quantificar os benefícios da transformação digital no setor público. O objetivo do Programa da Prefeitura de São Paulo, com esta parceria, é avaliar os benefícios econômicos gerados, tanto para a administração municipal, quanto para a sociedade, pela transformação digital de serviços públicos, realizada pela própria administração pública. Com isso, a transformação digital tende a ser benéfica para a sociedade e para o governo, podendo ser vista como uma estratégia e uma política de Estado. Além do benefício econômico, a digitalização também facilita o acesso aos serviços públicos, melhorando a vida das pessoas. O Brasil tem se destacado na oferta de serviços públicos digitais, um caminho que deve continuar a ser trilhado, e para o qual o BID coloca à disposição recursos técnicos e financeiros. A digitalização é uma prioridade dentro da Visão 2025, nossa agenda de apoio a uma recuperação econômica sustentável e inclusiva, afirmou o Representante do BID no Brasil, Morgan Doyle. O estudo também analisou o impacto para a administração pública, considerando custos relacionados a recursos humanos, espaço físico e investimento em digitalização, entre outros. O resultado indica uma redução média de 40% no custo unitário de uma solicitação de serviço, sendo que a diminuição de custos relacionados com recursos humanos alocados para o atendimento direto ao público foi de 50%, enquanto a redução com pessoal dedicado ao tratamento das solicitações recebidas foi de 19%. Essas mudanças, decorrentes da criação de canais digitais de atendimento, permitem a realocação de servidores ou funcionários para outras atividades, ampliando a capacidade de atuação do poder público. A publicação apresenta dois principais impactos positivos que a digitalização na Prefeitura de São Paulo vem alcançando: a economia de recursos financeiros para a cidade, existindo a possibilidade de investimento do dinheiro economizado em outras atividades do município; a economia para o cidadão ao exercer seu direito e uso dos serviços públicos municipais com a redução de gastos em deslocamentos, taxas e impressões de papéis, por exemplo, afirma a Diretora de Redesenho e Transformação Digital de Serviços Públicos, Tais Pelinson. Também foi verificada uma redução de 47% com impressões e envios, devido à possibilidade de receber e enviar informações e documentos por canais digitais, o que diminui ou elimina também a necessidade de envio de comprovantes e cartões por correio. Hoje a SMIT, por meio do SP 156 conta com mais de 580 serviços digitais e isso é a tecnologia mudando para melhor a vida das pessoas. Temos o maior empenho em realizar esse atendimento, em breve teremos mais uma oferta, será possível ser atendido em 10 serviços mais solicitados via WhatsApp. O estudo em parceria com o BID mostra que estamos no caminho certo, conclui Juan Quirós, Secretário de Inovação e Tecnologia.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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