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Tokenização: o tsunami que vai varrer o segmento financeiro

16 de agosto de 2022

por Redação da Abranet

Desde o início do processo de transformação digital – acelerado pela pandemia – o setor financeiro vem passando por uma série de mudanças, e elas vem ocorrendo com velocidade cada vez maior. Desde a evolução dos meios de pagamento até consumidores exigindo experiências  melhores com preços mais competitivos, o certo é que a dinâmica do setor mudou. Raul Moreira, membro do conselho de administração e coordenador do Comitê de Inovação do Banco Original, lembrou que mudanças na estrutura regulatória do setor estão facilitando a entrada de novos players e a flexibilização de normas com o objetivo de aumentar a concorrência. Com tudo isso, qual o futuro dos serviços financeiros? “Estamos vendo a possibilidade de uma nova onda de mudanças, que começa a se desenhar a partir da combinação de algumas tecnologias, como as redes 5G, o uso intensivo de IA e as plataformas baseadas em blockchain. É a chamada da tokenização da economia”, previu. Mas o que significa isso? De acordo com o especialista em futurização e tecnologia Guga Stocco, trata-se de uma fase de utilização da internet. “Houve a primeira onda com a internet da informação, com as redes sociais e aplicações, em que transacionamos informações. Agora estamos entrando na era da internet de transação, em que vamos transacionar valores, e isso muda muita coisa”, disse. Ele explica que a tokenização vai permitir a digitalização de qualquer ativo, possibilitando, por exemplo, que uma pessoa possa comprar partes do Empire State Building e receber dividendos por isso. Na prática, os tokens funcionarão em um ledger global, que vai permitir transacionar ativos físicos (ações, obras de arte, imóveis etc.) ou digitais na mesma estrutura. Para o setor financeiro, isso representa um mundo com uma liquidez gigantesca. “Se eu tokenizo o contrato inteligente de um empréstimo, ele se torna um ativo digital seguro”, explicou. Para Stocco, esse novo mundo está se tornando possível porque o mercado vive um momento de transição de tecnologias que serão catalisadas pelas redes 5G. Novas tecnologias entrarão na rede, tornando real a chamada internet de valor, e as discussões sobre moedas soberanas digitais, as CBDCs, são bons exemplos de como isso vai acontecer. “Esperamos que a padronização nesse grande ledger comece a acontecer com diferentes ativos. Temos diversas startups e fintechs trabalhando com isso, com competição muito maior.”  Grande parte desta transformação vai ao encontro dos desejos dos clientes. “Há o desejo do consumidor de ter acesso a este mundo digital de forma simples; o desejo de fazer transações digitais onde e como ele quiser; e o desejo de fazer isso de forma segura. Isso é permanente”, afirmou o presidente da Mastercard Brasil, Estanislau Bassols. Para ele, estes três eixos estão orientando o movimento de digitalização do setor financeiro, abrangendo desde o crescimento do e-commerce até a democratização dos meios financeiros, tanto que o Brasil conta hoje com 182 milhões de pessoas bancarizadas. Citando o exemplo da Mastercard, Bassols conta que as transações sem contato cresceram três vezes no ano passado. E isso não diz respeito somente aos cartões por aproximação ou pagamentos via smartphone. No ano passado, a Mastercard lançou, em parceria com a rede de supermercados St. Marché, um sistema de pagamentos via reconhecimento biométrico facial. “Estamos investindo milhões de dólares em segurança da transação e dos dados e a tendência é usar a Inteligência Artificial massivamente para que as transações aconteçam sem atrito e com segurança. Quando olhamos isso, vemos eixos comuns que estarão presentes na nossas vidas pelos próximos anos.” Nessa jornada evolutiva, o superintendente executivo de inovação, canais, PIX, IA e Open Finance do Banco Original, Fabio Lins, destaca a chegada das redes 5G como o início de uma nova etapa que pode, no limite, acabar com os aplicativos bancários. O primeiro passo seria o desenvolvimento do Real Digital, que está na pauta do Banco Central e em discussão entre os bancos e que, de pronto, traria o benefício de reduzir o uso de dinheiro físico (o Brasil tem hoje 7 bilhões de cédulas em circulação) e de integrar o País a uma nova etapa da economia global, já que o desenvolvimento de moedas digitais está em discussão em 90 países. “Outro benefício é a discussão em si da inovação, fazendo surgir a partir daí contratos inteligentes, liquidação e conciliação automática e a tokenização dos ativos físicos. Podemos ter em um futuro próximo a tokenização de veículos e imóveis, por exemplo, e isso vai facilitar a concessão de crédito. Se você tokeniza um bem que pode ser dado como garantia, isso facilita o crédito e aumenta a circulação de dinheiro na economia”, comentou.

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    Drex, a moeda digital nacional, teve 500 operações de 11 instituições em 50 dias de piloto

    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    BC publica cronograma para testes do Pix Automático

    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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