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Pandemia intensificou uso de TICs e ressaltou desigualdades

26 de abril de 2021

por Redação da Abranet

Pandemia intensificou uso de TICs e ressaltou desigualdades
A pandemia deixou ainda mais evidente o papel das tecnologias de informação e comunicação (TIC) nos diversos aspectos de nosso cotidiano. O complexo cenário fruto da Covid-19 tem exigido dos países um rápido avanço na adoção das TIC em muitos setores: nas empresas, na educação, no comércio, na saúde, no governo, entre outros. Os reflexos disso e os hábitos de uso da Internet pelos brasileiros durante a pandemia constam da pesquisa Painel TIC COVID-19, promovido pelo Cetic.br. Em comparação com as populações de referência anteriores — que foram estimadas com base nas pesquisas TIC Domicílios 2018 e 2019 —, os resultados apontam para uma intensificação do uso das TIC nesse período, com ampliação da proporção de usuários realizando atividades de comunicação, acesso à informação, serviços, cultura e comércio eletrônico. Segundo a publicação, é possível dizer que a pandemia acelerou, ainda que de forma precária, a digitalização do dia a dia de um contingente importante de estudantes e trabalhadores.   Por outro lado, os dados também revelam a permanência de um cenário de profundas desigualdades digitais. A realização de atividades pela Internet críticas para a vida cotidiana durante a quarentena ainda ocorre em menor proporção nas faixas mais vulneráveis da população, como aqueles com menor escolaridade e nas classes DE.  O Painel TIC COVID-19 apontou que, se, por um lado, é promissor o fato de que a Internet tenha sido apropriada de forma mais intensa para a realização de atividades que antes se restringiam ao mundo off-line, como no fenômeno das lives e no uso de aplicativos de mensagens para a compra de produtos e serviços, os dados mostram que a adoção da rede ainda é limitada para parcelas amplas da população. Os dados da pesquisa evidenciam também a ampliação da realização de serviços públicos on-line durante a pandemia, em comparação com a população de referência estimada com base na pesquisa TIC Domicílios 2019.  Também ficou evidente a importância da telessaúde como estratégia de cuidado no período de pandemia, tanto na rede SUS quanto nos estabelecimentos privados. Os resultados apontam lacunas na oferta de serviços de telessaúde para os pacientes, visto que as teleconsultas foram realizadas mais por aplicativos de mensagens do que por aplicativos disponibilizados pelas redes pública e privada.  Contudo, a pesquisa apontou que a falta de oferta de meios adequados para a realização desses serviços pode acabar gerando insegurança quanto ao uso dos dados pessoais dos pacientes, um dos principais motivos citados para não utilização da telessaúde. Esse tipo de prestação de serviço de saúde requer marcos legais para sua implementação, incluindo o uso da informação médica em meio eletrônico e aspectos relacionados à segurança e privacidade dos dados.  Em 2020, o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) investigou o impacto da pandemia em formas de uso da rede pelos brasileiros. Esse trabalho resultou em três edições do Painel TIC COVID-19, que investigou temas como cultura e comércio eletrônico, serviços públicos on-line, telessaúde, privacidade, ensino remoto e teletrabalho. Os dados desses levantamentos, divulgados no ano passado, foram compilados em um livro, com versões em português e inglês — confira aqui.  Para Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br|NIC.br, as edições do Painel TIC COVID-19 mostraram a intensificação do uso da Internet no Brasil no período da pandemia, incluindo atividades de entretenimento, consumo, educação e trabalho, entre outras. A pesquisa também evidencia a persistência de desigualdades no acesso e na apropriação dessas tecnologias, principalmente entre parcelas mais vulneráveis da população. Os dados são úteis para subsidiar políticas públicas de enfrentamento à pandemia e a orientar ações do setor privado e do terceiro setor. 

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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