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Nokia Deepfield: redes resistiram ao ano de “montanha-russa” na Internet

18 de novembro de 2020

por Redação da Abranet

Ao divulgar seu relatório de inteligência de rede, que examina as tendências de tráfego de rede e de consumo de provedores de serviços, a Nokia Deepfield apontou que as redes resistiram ao ano de “montanha-russa” na Internet. O relatório analisa as mudanças globais nos padrões de tráfego da internet na última década e em 2020, com foco em áreas-chave de aplicativos, como streaming de vídeo, videoconferência, jogos e negação distribuída de segurança (DDoS). Os dados foram coletados de provedores de serviços de rede na Europa e na América do Norte, de fevereiro a setembro de 2020, com informação de rede e dos aplicativos de segurança  do portfólio Nokia Deepfield, que usam análise de big data para monitorar, analisar e entender o tráfego e serviços de rede. Com a implementação das medidas de confinamento decorrentes da COVID-19 desde  março e abril deste ano, as mudanças comportamentais dos consumidores e nos negócios transformaram, praticamente da noite para o dia, a Internet e a forma como é utilizada pelas pessoas. Segundo divulgou a Nokia Deepfield, muitas redes vivenciaram, em poucas semanas, um crescimento de tráfego (30%-50%) equivalente ao de um ano. Em setembro, o tráfego havia se estabilizado em 20%-30% acima dos níveis anteriores à pandemia e havia a expectativa sazonal de crescimento, por conta do final do ano. De fevereiro a setembro, houve um aumento de 30% nos assinantes de vídeo, um aumento de 23% nos pontos finais de VPN nos EUA e um aumento de 40-50% de ataques de tipo DDoS. Manish Gulyani, gerente geral e chefe da Nokia Deepfield, destacou que nunca antes se havia demandado tanto e tão repentidamente das redes, ou ainda, de modo tão imprevisível. Uma vez que são as redes que fornecem a estrutura de conectividade para que as empresas e a sociedade funcionem nesse estado de quarentena, há, segundo Gulyani, uma necessidade sem precedentes de informações holísticas e multidimensionais por meio de redes, serviços, aplicativos e usuários finais.   Depois de monitorar o tráfego de rede durante um período de oito meses, a Nokia Deepfield identificou chegou a cinco conclusões principais para que os provedores planejem a capacidade da rede e serviços de valor agregado para seus clientes: ·       #1 Redes foram feitas para isso. Embora as redes tenham sido mantidas mesmo durante os maiores picos de demanda, dados de setembro de 2020 indicam que os níveis de tráfego permanecem elevados mesmo com a volta à situação de normalidade, o que significa que os provedores de serviços precisam continuar a garantir espaço em suas redes, para futuras eventualidades. ·       #2 Cadeias de distribuição de conteúdo estão evoluindo. A demanda por streaming de vídeo, jogos em nuvem de baixa latência, videoconferências e o acesso rápido a aplicativos e serviços em nuvem exerceram pressão sem precedentes na cadeia de distribuição de serviços de Internet. Assim como as redes de entrega de conteúdo (Content Delivery Networks, CDN) cresceram na última década, espera-se que o mesmo aconteça com a computação de borda na próxima década, o que acabará por aproximar o conteúdo e a computação dos usuários finais. ·       #3 Redes de banda larga residencial passaram a ser uma infraestrutura essencial Com o aumento da demanda (o tráfego ascendente subiu mais de 30%), a aceleração da implantação de novas tecnologias como 5G e FTTH terá um longo caminho a percorrer para conseguir melhorar o acesso e a conectividade em áreas rurais, remotas e carentes. Melhores insights analíticos permitem que os provedores de serviços continuem inovando e fornecendo um serviço impecável com experiências de alta qualidade que fidelizem seus clientes. ·       #4 Ter uma visão profunda sobre o tráfego de rede é essencial. Embora a era da COVID-19 possa ser, em muitos aspectos, incomum a probabilidade é que ela tenha apenas acelerado tendências de consumo, produção e entrega de conteúdo que já estavam em andamento. Os provedores de serviços devem ser capazes de ter à mão insights de rede detalhados, em tempo real e já correlacionados com insights de tráfego na internet, o que significa ter ma perspectiva holística sobre a rede, os serviços e o consumo. ·       #5 Segurança nunca foi tão importante. Durante a pandemia, o tráfego de DDoS aumentou entre 40-50%. Como a conectividade de banda larga passou a ser um serviço essencial, proteger a infraestrutura e os serviços de rede se tornou fundamental. A detecção ágil e rentável de ataques de tipo DDoS, com mitigação automatizada, vem se tornando um mecanismo primordiais de proteção das infraestruturas e dos serviços dos provedores de serviços.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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