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Comissão do Senado aprova nomes indicados pelo governo à Autoridade de Dados

19 de outubro de 2020

por Por Luis Osvaldo Grossmann*

Comissão do Senado aprova nomes indicados pelo governo à Autoridade de Dados
A Comissão de Infraestrutura do Senado Federal ouviu nesta segunda-feira, 19/10, os cinco indicados para compor a Autoridade Nacional de Proteção de Dados. As sabatinas foram em bloco e realizadas de forma relâmpago, com questionamentos enviados pelo sistema interativo – nenhum senador fez perguntas. Todos os cinco indicados foram aprovados pela Comissão de Infraestrutura com 13 votos a favor e um contra. Segundo o presidente da CI, Marcos Rogério (DEM-RO), a confirmação deverá acontecer amanhã [20/10] ou quarta [21/10] com a votaçao em Plenário. Mesmo sem grandes debates, quem acompanhou a reunião pode verificar que apesar das diferenças de conhecimento específico dos indicados no campo da proteção de dados, há um aparente alinhamento sobre as premências da ANPD, como relativizar o peso das obrigações para micro e pequenas empresas, articular a coexistência construtiva com outros órgãos que também atuam na proteção de dados, buscar regras que equilibrem a missão protetora com espaço à inovação na economia de dados, além da construção da nova agência a partir do zero.  “Quanto às prioridades, a Lei Geral de Proteção de Dados requer que a Autoridade dê orientação sobre vários assuntos, tais como compartilhamento de dados, portabilidade de dados, regras para dados sensíveis, boas práticas, etc. Mas é essencial que o regulador também seja inovador. Vamos regular uma área de rápido crescimento e constante evolução. Para isso, precisamos de um ambiente em que empresas de tecnologia do Brasil possam criar seus produtos e colocá-los para funcionar, com uma regulação que acompanhe a inovação, e não o contrário”, afirmou Waldemar Gonçalves, indicado para presidir a ANPD.  Munidos de perguntas enviadas pela internet, os senadores da comissão não chegaram a fazer questionamentos próprios, mas houve destaque à preocupação de como fazer com que grandes plataformas da internet, como o citado Facebook, respeitem a lei brasileira.  “Quando a gente imagina uma economia global, uma economia movida a dados, precisamos assegurar que esses dados possam ser transferidos entre os países, mas que a proteção sobre eles permaneça. A lei claramente menciona que quando a atividade de tratamento tiver por objetivo a oferta de bens e serviços ou o tratamento de dados de indivíduos no território nacional, a lei vai se aplicar sim. É necessário avançar nessa discussão, pensando de que maneira o Brasil pode se engajar construtivamente com autoridades de outros países para assegurar esse enforcement, não importa onde o dado esteja localizado”, apontou Miriam Wimmer, também indicada para a direção da ANPD.  Arthur Sabbat, igualmente indicado para o conselho diretor da Autoridade, ressaltou que a LGPD e o próprio Decreto que criou a ANPD (10.474/20) deixaram juntos mais de cinco dezenas de competências para o novo órgão. Mas que talvez a primeira delas seja a “missão didática” de uma instância que “vai orientar instituições públicas e privadas, exarar recomendações e normativas que auxiliarão as instituições a cumprirem com a LGPD”.  “É uma mudança de cultura irreversível focada na privacidade e proteção de dados. E o papel social da ANPD é extremamente relevante porque exige que se traga segurança jurídica, esclarecimentos, transparência no uso dos dados”, emendou Nairane Leitão, uma das nomeadas ouvidas na Comissão de Infraestrutura.  Joacil Rael, também nomeado para o conselho diretor da ANPD, apontou que a experiência prática sugere que uma das prioridades deve ser o modelo do relatório de impacto à proteção de dados pessoais. “O que mais sentimos falta é de normas ou modelos para produzir o relatório de impacto, que considero o documento mais importante para as empresas.” Indicado como presidente da ANPD, Waldemar Gonçalves, reconheceu que terá de negociar com o governo a estrutura da Agência. “Vamos ter que trabalhar bastante nisso [a estruturação]. Vamos reunir este Conselho [Diretor] juntamente com a Casa Civil. O que já tem definido são os cargos comissionados, são 36 no total, e vamos ter que fazer uma seleção bem rigorosa”, explicou.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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