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COVID-19 fez classes C, D e E aumentarem o consumo de Internet

13 de agosto de 2020

por Por Raphael Dutra da Costa Campos*

COVID-19 fez classes C, D e E aumentarem o consumo de Internet
A Internet se tornou ferramenta indispensável para o enfrentamento dos efeitos da pandemia COVID-19, e gerou mudança nos hábitos dos brasileiros nesse período. O comércio eletrônico e as atividades culturais on-line apresentaram alta: 66% dos usuários de Internet de 16 anos ou mais afirmaram fazer compras de produtos ou serviços on-line, proporção que era de 44% para a mesma população em 2018. Da mesma maneira, as transmissões on-line de áudio e vídeo em tempo real ganharam maior projeção no período: em relação a 2016, a proporção de usuários de Internet que acompanharam lives praticamente dobrou, apontou o Painel TIC COVID-19 , desenvolvido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), e divulgado nesta quinta-feira, 13/08.O Painel TIC COVID-19 registrou um aumento dos usuários de Internet que realizam compras on-line em todas as regiões do País, com incremento maior entre as mulheres - passando de 39% em 2018 para 70% em 2020, para o mesmo recorte populacional. Também houve aumento na proporção de usuários que compraram comida ou produtos alimentícios, bem como cosméticos e medicamentos. O percentual de usuários de Internet que fizeram pedidos de refeições via portais ou aplicativos de vendas triplicou, comparado com o resultado registrado há dois anos, e passou de 15% para 44% durante a pandemia.Outro ponto observado foi o aumento da comunicação direta entre empresas e consumidores, via aplicativos de mensagens instantâneas para mediar a compra de produtos ou serviços, que passou de 26% em 2018 para 46% na quarentena. O comércio eletrônico foi fundamental nesse momento de distanciamento social. Os dados do Painel TIC COVID-19 confirmam a tendência de avanço das transações econômicas pela Internet, acelerando um movimento que já vinha ocorrendo entre os consumidores e as empresas ao longo dos últimos anos, ressalta Barbosa.A pesquisa também confirmou o que todos que foram enviados para trabalhar em home office perceberam: o ritmo de adoção de apps para chamadas por voz (VoIP) aumentou. Saltou de 76% das pessoas afirmando usar a tecnologia, para 82%. Esse tipo de serviço é mais usado nas classes A e B (89%), mas tem também forte presença nas classes C (81%) e DE (74%).O consumo de músicas e vídeos on-line também se ampliou durante a quarentena, sobretudo nas classes mais altas, entre mulheres e pessoas com 35 a 59 anos. O pagamento por serviços de streaming de filmes e séries cresceu principalmente nas classes mais baixas, enquanto os de música tiveram maior adesão entre as classes mais altas. Apesar do crescimento, as plataformas que disponibilizam conteúdos sob demanda ainda não são acessíveis para a maioria dos usuários de Internet no Brasil, tendo adesão de 43% deles no caso de filmes e séries e 16% no caso de músicas.As transmissões online de áudio e vídeo em tempo real foram as que mais ganharam projeção no período, sendo acompanhadas por 64% dos usuários de Internet brasileiros. Embora o resultado evidencie o fenômeno das lives, a atividade segue predominante entre espectadores das classes mais altas, sendo realizada por 76% deles nas classes AB em comparação com 47% nas classes DE.Entre os destaques para outras atividades realizadas na rede, há um aumento expressivo na utilização de serviços públicos e financeiros pela Internet durante a pandemia, com avanço maior nas classes C e DE e entre os usuários de Internet com menor escolaridade. Apesar do aumento verificado, esses grupos ainda fazem uso de serviços financeiros e de governo eletrônico em menores proporções que os usuários de Internet das classes AB e os com maior escolaridade.A pesquisa também registrou um aumento das atividades e pesquisas escolares pela Internet, reflexo da suspensão das aulas presenciais. Fora do ambiente escolar, notou-se uma ampliação da realização de cursos on-line e de estudo por conta própria na Internet, sobretudo entre os usuários com menor escolaridade e das classes C e DE. Essas atividades, no entanto, ainda são oportunidades aproveitadas em maior proporção pelos usuários com maior escolaridade e das classes AB.O Painel TIC COVID-19 estima os hábitos on-line para um universo de cerca de 100 milhões de usuários de Internet a partir de 16 anos de idade. Foram realizadas entrevistas pela web e por telefone, entre os dias 23 de junho e 8 de julho de 2020. Entre os temas avaliados estão os dispositivos utilizados para acesso à rede, o tipo de conexão pelo celular e atividades de comunicação, a busca de informação e o acesso a serviços, atividades culturais, de educação e de trabalho, com recortes por faixa etária, escolaridade, macrorregião e classe.O Painel TIC COVID-19 contará com mais duas edições, que abordarão, respectivamente: serviços públicos on-line, privacidade e telessaúde; e ensino e trabalho remotos. Mais informações sobre os próximos painéis serão divulgadas em breve.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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