sobregrupos de trabalhoeventos
publicações
notíciasrevistaswhitepaperscanal abranetmídia
contato
  • Fone (11) 3078-3866
  • WhatsApp +55 11 94528-2739
  • E-mail sec@abranet.org.br
Rua MMDC, 450, cj 304, Butantã, São Paulo-SP, 05510-000
Conheça nosso podcast Pensai!
#005 - Marketing e IA: conversa com Thiago Gonçalves, Country Manager da Blip México
#005 - Marketing e IA: conversa com Thiago Gonçalves, Country Manager ...
01h00/30 abr 2025
/
YouTubeSpotifyInstagram
Copyright © 2014 - 2025
Abranet - Associação Brasileira de Internet
Produzido e gerenciado por Editora Convergência Digital / Site criado pela SENNO
  1. home
  2. publicações
  3. notícias
  4. Covid-19 escancarou as desigualdades no acesso à Internet na saúde do Brasil

Covid-19 escancarou as desigualdades no acesso à Internet na saúde do Brasil

21 de julho de 2020

por Roberta Prescott

A infraestrutura tecnológica para suporte ao sistema brasileiro de saúde está aumentando, mas ainda há muito espaço para melhorias, ressaltou a coordenadora científica da TIC Saúde, Heimar de Fátima Marin, durante a apresentação dos resultados da pesquisa, divulgada nesta terça-feira, 21/7, pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).  Contudo, conforme salientou Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, ainda que o cenário nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) tenha apresentado melhoria, existe uma parcela significativa de UBS sem computador e sem acesso à Internet. Isso, afirmou, é bastante relevante em um momento em que enfrentamos a pandemia Covid-19 e precisamos, mais do que nunca, que esses estabelecimentos estejam informatizados e conectados, de forma que possam contribuir com informações atualizadas para o controle e combate à doença.    Em 2019, 92% dos estabelecimentos públicos de saúde tinham computador e 85% possuíam acesso à Internet, enquanto 100% dos privados declararam ter acesso à rede. O estudo também mostrou que ainda existem diferenças regionais na infraestrutura TIC disponível nos estabelecimentos: nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, 92% e 90% fazem uso do computador e 82% e 83% possuem acesso à Internet. A presença de computadores e Internet é maior nos estabelecimentos da região Sul (98% tem computador e 98% tem acesso à Internet), Sudeste (96% tem computador e 95% tem acesso à Internet) e Centro-Oeste (97% tem computador e 95% tem acesso à Internet). “A pesquisa TIC Saúde e a Covid escancararam as desigualdades em informática  e o uso de tecnologia e informação para tomadas de decisão de tecnologia em saúde”, disse Marin, que ressaltou ainda a necessidade de aplicação de framework de interoperabilidade. Entre as UBS que estão conectadas no Brasil, 78% contam com sistemas de registro eletrônico de informação de pacientes, um aumento de nove pontos porcentuais em relação ao ano anterior. No País, 3,5 mil (9%) das UBS ainda não possuem computadores, e 7,2 mil (18%) não contam com acesso à Internet. O porcentual de UBS que mantém registros apenas em papel (25%, em 2019) se reduziu, enquanto o percentual das UBS que mantém os registros tanto em papel quanto em formato eletrônico aumentou, passando de 35%, em 2018, para 59%, em 2019. Luciana Portilho, coordenadora da pesquisa, apontou que o porcentual de UBSs com acesso à internet e computador não mudou muito em relação à pesquisa anterior e destacou que a maior informatização das UBS impactou no tipo de dado do paciente disponibilizado eletronicamente, tais como dados cadastrais, vacinas e principais motivos que levaram à UBS. Com relação aos serviços oferecidos pela internet, Portilho chamou a atenção para o fato de que, apesar do avanço na informatização das UBS conectadas, os serviços online oferecidos aos pacientes ainda possuem espaço para crescer no Brasil. Apenas 23% das UBS disponibilizam agendamento de consultas pela Internet, 20% a marcação de exames e 22% disponibilizam a visualização de resultados on-line.   A TIC Saúde 2019 indicou maior adoção dos sistemas eletrônicos de registro de informação dos pacientes por parte dos estabelecimentos de saúde (82% em 2019, ante 73% em 2018), número que chega a 74% entre os públicos e 88% entre os privados. Neste indicador também foram verificadas disparidades entre as regiões: Norte (74%), Nordeste (77%) e Centro-Oeste (78%) apresentaram o menor percentual de estabelecimentos com sistemas de registro eletrônico. Esse número sobe para 90% nas regiões Sul e para 83% na Sudeste. Os estabelecimentos públicos realizaram serviços de telessaúde em maiores proporções. Os serviços que estavam disponíveis em maior percentual de estabelecimentos foram: educação a distância em saúde (33% nos públicos contra 8% nos privados) e serviços de teleconsultoria (28% nos públicos contra 3% nos privados). As consultas entre médico e paciente realizadas unicamente pela Internet ainda não haviam sido regulamentadas na ocasião em que os dados da pesquisa TIC Saúde 2019 foram coletados. Com relação a políticas de proteção de dados, a pesquisa mostrou que apenas 16% dos estabelecimentos públicos e 44% dos privados afirmaram possuir uma política de segurança dos dados. Entre as ferramentas de segurança mais utilizadas, tanto nos estabelecimentos públicos quanto privados, estão: antivírus (83% dos públicos e 98% dos privados), proteção via senha do acesso ao sistema (72% dos públicos e 82% dos privados) e firewall (44% dos públicos e 59% dos privados).  Os estabelecimentos públicos apresentam ferramentas de segurança mais sofisticadas em menores proporções, como é o caso de criptografia de dados (27% dos públicos e 44% dos privados), certificado digital (16% dos públicos e 57% dos privados) e assinatura eletrônica (15% dos públicos e 51% dos privados). Estes resultados demonstram que a maioria dos estabelecimentos públicos ainda precisa realizar mudanças e adaptações para se adequarem às exigências previstas pela Lei Geral de Proteção de Dados, que entrará em vigor em 2021.

leia

também

  • Drex, a moeda digital nacional, teve 500 operações de 11 instituições em 50 dias de piloto

    Drex, a moeda digital nacional, teve 500 operações de 11 instituições em 50 dias de piloto

    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

    ler mais
  • BC publica cronograma para testes do Pix Automático

    BC publica cronograma para testes do Pix Automático

    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

    ler mais
  • Comitê que vai definir futuro da internet tem dois brasileiros

    Comitê que vai definir futuro da internet tem dois brasileiros

    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

    ler mais