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IDC: smartphones, tablets e PCs são os mais afetados pela Covid-19 na América Latina

23 de abril de 2020

por Redação da Abranet

O segmento de smartphones será o mais afetado pela pandemia de Covid-19, seguido por computadores pessoais e tablets, apontou a IDC, ao analisar o  mercado de consumo de tecnologia na América Latina.  De acordo com Paola Soriano, diretora do Programa de Consumo da IDC na América Latina, ao ajustar suas projeções para 2020 na região, a IDC considerou que as fábricas em todo o mundo estão trabalhando entre 30% e 50% de sua capacidade, situação que deve continuar até maio, afetando a produção e a distribuição de componentes para dispositivos de consumo. A IDC aponta que as limitações de tráfego impostas pela quarentena em alguns países da América Latina prejudicaram o abastecimento de suprimentos, provocaram atrasos na cadeia logística e levaram ao fechamento ou ao desligamento temporário em algumas plantas produtivas da indústria de TI, causando queda nas vendas ou aumento de preço, impulsionado também pela volatilidade da taxa de câmbio. Soriano disse acreditar que a situação deverá ser agravada pela contração da macroeconomia, como perda de empregos e realocação do orçamento familiar para bens de consumo básicos.  A diretora estima que os smartphones, que concentram 51% do total de vendas em valor para o usuário final, serão os mais afetados. Antes da pandemia, a IDC projetava uma queda de 0,2%. Agora, com os últimos ajustes, a projeção de queda para o mercado de smartphones é de 10% a 15%, seguido pelo setor de PCs, que passou de uma contração prevista em 1,9% para queda de 8%, e tablets, de 9,9% para queda entre 15% e 17%, aproximadamente. Entre os segmentos que mantêm projeções de expansão na região estão os de wearables, com média entre 15% e 19%, e de smarthome, com 13% e 16% de aumento em comparação com 2019. Segundo a IDC, há outros mercados com oportunidades, como o de comércio eletrônico, jogos, aplicativos de colaboração, nuvem e streaming, além de maior demanda para notebooks, monitores e acessórios para atender às necessidades do home office e da educação a distância. Alma González, analista sênior de computadores pessoais e tablets da IDC para a América Latina, prevê que, apesar desse cenário, segmentos como o de tablets entre US$ 600 e US$ 1 mil serão mais demandados em empresas de médio porte, especialmente, nas áreas da saúde, serviços e consumo, motivados pelas aulas virtuais. No caso de computadores pessoais, a projeção atualizada da IDC para este ano é de que cerca de 7 e 8 milhões de unidades serão colocadas no mercado consumidor, das quais aproximadamente 80% serão laptops, com mais oportunidades para modelos ultrafinos e 2 em 1. No segmento de monitores, Diego Valer, gerente de programas, monitores e mercados emergentes da IDC América Latina, indica que a região é um dos mercados mais estáveis para esse setor. Ele diz que a queda vem desde 2019 e permanecerá na mesma faixa, com uma redução de 4% no final deste ano. Ricardo Mendoza, analista-sênior de dispositivos móveis da IDC América Latina, afirma que o mercado de celular na região já é maduro e que antes da pandemia a tendência era de ligeira queda de 0,2% em relação a 2019, mas com os atrasos nas entregas e falta de componentes os índices de queda devem ser de 10% a 15% no caso de smartphones e de 12% a 17% em feature phones. Mendoza ressalta que os países mais afetados são México, devido a atrasos nos embarques no primeiro semestre do ano, e Brasil, devido ao fechamento parcial da produção local e falta de componentes, bem como às medidas adotadas pelos respectivos governos. Daniel Zegarra, gerente de programa de AR / VR, smarthome & wearables da IDC na região, espera que o mercado de wearables mantenha o crescimento, apesar do impacto da covid-19. No caso de fones de ouvido inteligentes, que concentra 40% das vendas deste mercado, a IDC projeta um crescimento entre 20% e 26% em unidades, impulsionado pela substituição dos aparelhos auditivos tradicionais. Os relógios inteligentes, que em 2019 dobraram suas vendas, para este 2020 crescerão apenas entre 1% e 3% em unidades, sendo que o mercado mais afetado será o de pulseiras inteligentes (fitbands), que passará de 122% em 2019 para cerca de 4% a 8% neste ano, diz o analista.  No segmento de jogos para PC, a IDC estima vendas entre 700 e 900 mil unidades, lideradas pelos mercados do México, Brasil e Peru.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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