sobregrupos de trabalhoeventos
publicações
notíciasrevistaswhitepaperscanal abranetmídia
contato
  • Fone (11) 3078-3866
  • WhatsApp +55 11 94528-2739
  • E-mail sec@abranet.org.br
Rua MMDC, 450, cj 304, Butantã, São Paulo-SP, 05510-000
Conheça nosso podcast Pensai!
#005 - Marketing e IA: conversa com Thiago Gonçalves, Country Manager da Blip México
#005 - Marketing e IA: conversa com Thiago Gonçalves, Country Manager ...
01h00/30 abr 2025
/
YouTubeSpotifyInstagram
Copyright © 2014 - 2025
Abranet - Associação Brasileira de Internet
Produzido e gerenciado por Editora Convergência Digital / Site criado pela SENNO
  1. home
  2. publicações
  3. notícias
  4. Telemedicina é nicho a ser explorado pelas empresas de internet

Telemedicina é nicho a ser explorado pelas empresas de internet

15 de abril de 2020

por Roberta Prescott

Telemedicina é nicho a ser explorado pelas empresas de internet
ATUALIZADA* - A Associação Brasileira de Internet realizou nesta terça-feira, 14/04, um webinar um dos maiores especialistas em tecnologia e saúde do Brasil para mostrar aos associados as oportunidades que surgem para a prestação de serviços por conta do maior uso da telemedicina, em função da pandemia de Covid-19. O convidado da Abranet foi o PHD e biomédico Renato Sabbatini.  O especialista falou aos associados sobre as modalidades existentes de telemedicina, da caracterização da demanda sobre a rede e serviços de Internet, da regulamentação do CFM com relação a guarda, manuseio, transmissão, confidencialidade, privacidade, além de formas de abordagens comerciais. O alastramento do novo coronavírus acelerou em todo o mundo a adoção de tecnologia a distância em educação e saúde, setores que estavam mais atrasados em relação a outras áreas, reportou Sabbatini. Com a liberação do atendimento de pacientes a distância, por meio de recursos tecnológicos, durante a pandemia de Covid-19 no Brasil, as empresas de internet depararam-se com uma nova oportunidade de prestar serviços de valor adicionado ao enorme mercado que reúne profissionais da área da saúde, clínicas, laboratórios, hospitais, entre outros. É um vasto mercado, uma vez que o Brasil conta com pouco mais de 450 mil médicos, com concentração na região Sudeste.  Em meados de março, o Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou em caráter excepcional e enquanto durar a pandemia de Covid-19 o uso da telemedicina. No fim do mesmo mês, o Senado aprovou o projeto de lei PL 696/20 que libera o uso da telemedicina durante a pandemia de coronavírus no Brasil. O objetivo foi desafogar hospitais e centros de saúde com o atendimento de pacientes a distância, por meio de recursos tecnológicos, como as videoconferências. Sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, a Lei nº 13.989/2020 foi publicada no Diário Oficial da União e entrou em vigor em 16/4, autorizando a prática da telemedicina para todas as áreas da saúde, enquanto durar a crise ocasionada pela epidemia do novo coronavírus. No entanto, dois artigos do texto original aprovado pelo Congresso Nacional foram vetados. Um previa que, após o período da pandemia, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentaria a telemedicina. Em mensagem ao Legislativo, Bolsonaro justifica que a atividade deve ser regulada em lei, ou seja, deve passar novamente pela aprovação dos parlamentares. O segundo artigo vetado diz respeito à dispensa da apresentação de receita médica em meio físico e validade das receitas médicas apresentadas em suporte digital, com assinatura eletrônica ou digitalizada do profissional que realizou a prescrição. Teleconsulta Grande dependente da internet, a teleconsulta, explicou o especialista, está sendo usada para melhorar a logística de atenção e monitoração das pessoas, uma vez que é possível atender os pacientes por meios eletrônicos. Com a liberação, os profissionais da saúde passaram a poder fazer teletriagem (identificar riscos, motivos e critérios para triar o paciente), telemonitoração (acompanhamento contínuo ou periódico de condições de saúde, parâmetros etc.) e teleaconselhamento (orientação, educação e engajamento do paciente sem ser um atendimento assistencial). Do ponto de vista de infraestrutura, a informatização e a telemedicina vão colocar demanda adicional sobre a rede, sendo a segurança da informação e a proteção de dados os requisitos mais importantes para as prestadoras de serviços se atentarem, apontou Sabbatini. Obter certificações, trabalhar em cima de padrões de informação em saúde para atender às necessidades de interoperabilidade dos registros eletrônicos de saúde (RES), além de interoperabilidade para que diferentes sistemas se comuniquem entre si e ter a informação centrada no paciente são conceitos fundamentais. A demanda por capacidade de tráfego também deve responder às necessidades de os prontuários de várias clínicas serem integrados. Precisa de muita comunicação de dados; é um dos setores que mais demandam banda larga porque transmitem arquivos de 2 giga, 5 giga como imagens de radiografia, explicou Sabbatini. Um exemplo da interconexão é que hoje se pode acompanhar a epidemia. Conseguimos acompanhar, em tempo real, as quase três mil mutações do vírus detectadas até agora e nada disto aconteceria se não fosse a internet, pontuou, durante a apresentação.   O que mais demanda banda, explicou, são os serviços de diagnóstico por imagem. Com RIS/PACS, o processo tradicional de realização do exame passa a ser inteiramente digital. Então, imagem que conexão esta clínica de imagem deve ter para fazer a transmissão de arquivos extremamente pesados e criptografados; e elas também querem armazenar na nuvem, disse. Na telemedicina e telessaúde, usar sistemas de segurança e criptografia, como VPNs, é obrigatório para prezar pela segurança das informações trocadas, assim como estar em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Outro ponto de atenção é na escolha dos sistemas de áudio e vídeo para a realização dos atendimentos na teleconsulta, que deve ser em tempo real e ser segura, de alta qualidade e disponibilidade. “Além de mecanismos para a troca de informação sigilosa, hoje é impossível você implantar um sistema, se não tiver infraestrutura deste tipo para o uso do certificado digital. Isto porque os médicos também passam a poder emitir prescrição e, dentro de um mecanismo todo integrado, a receita digital é registrada no Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) e enviada à farmácia, que avisa o médico quando o paciente retirou o medicamento”. No entanto, ao ser sancionada, a Lei nº 13.989/2020 teve vetado o artigo que diz respeito à dispensa da apresentação de receita médica em meio físico e validade das receitas médicas apresentadas em suporte digital, com assinatura eletrônica ou digitalizada do profissional que realizou a prescrição. Oportunidades Há diversas oportunidades de oferta de serviços para os provedores de internet que vão desde a oferta de conectividade às redes privadas de área ampla e redes públicas (internet) às instituições, com serviços de última milha, serviços compartilhados ou dedicados. Uma das principais preocupações, adverte, Sabbatini, é a garantia de qualidade de serviço, com SLAs de alta disponibilidade.  Complementarmente, as empresas podem ofertar serviços de armazenamento em nuvem, barramento de interoperabilidade, monitoramento de rede, segurança da informação e operações especializadas como videoconferências e streaming sob demanda. “Um hospital não tolera menos de 99% de SLA, porque não pode ficar parado nem por uma hora. O SLA da área médica é absurdo, não é como e-commerce ou banco, a tolerabilidade e a velocidade de recuperação são as mais altas de qualquer área industrial, destacou o especialista. Entre as recomendações de Sabbatini para aqueles que pensam em entrar nessa área estão a obtenção de certificações como as normas ISO 27.001 e 27.799 e o recrutamento de mão de obra que conheça bem o setor e de pessoas para suporte técnico especializado. Para abordar o mercado, tem de conhecer bem, levantar os clientes na área e reforçar laços. É possível levantar dados de quem está na região consultando, por exemplo, na data SUS. Fazer parceria com entidades, associações e para entender as necessidades e requisitos do setor também é importante, enumerou. Ele também aponta como favorável montar uma vertical na empresa com vendedores especializados ou com bom conhecimento das aplicações em saúde e discutir com os atores as questões de priorização.   Ter uma abordagem consultiva é recomendado, uma vez que, segundo Sabbatini, é comum médico achar que precisa de internet mínima e depois se queixar da velocidade e colocar e a culpa no provedor de internet. Os ISPs também podem fazer parcerias com empresas que tenham plataformas de telemedicina para oferecer a solução integrada. A SBIS tem uma lista de sistemas certificados. Sabbatini ressaltou que ter o conhecimento deste mercado é fundamental e sinalizou que ainda estamos no início da tendência de adoção de informática em saúde. É um mercado gigantesco, mas temos de fazer o desenvolvimento dele, porque eles [os médicos] ainda não entendem a banda que precisam, o que podem usar de plataforma para fazer atendimento etc. Existem poucas pessoas que estão ensinando isso aos médicos; muitos hoje não estão aptos a usar as ferramentas de teleconsulta, mas em uma hora aprendem. Saúde digital A saúde digital e todas as tecnologias envolvidas neste processo são, segundo Sabbatini, aliadas para que a área da saúde atinja suas metas de aumentar a qualidade da atenção e da experiência, expandir a cobertura e diminuir os custos. Cerca de 40% da área de saúde estão centradas na captura e no processamento de informação, disse. A informatização da saúde substitui o que está em papel para eletrônicos, permitindo a integração global de informações em saúde e conectando os protagonistas (profissionais, hospitais, clínicas, laboratórios, equipamentos de imagem etc.) A informática em saúde, com aplicações das tecnologias de informação e de telecomunicações na medicina e na saúde; a telemedicina, com o uso das telecomunicações para serviços de saúde a pacientes a distância, e, por fim, e-saúde, consistindo na informatização integral de todos os aspectos dos cuidados de saúde em uma comunidade.  Em telemedicina, as modalidades se dividem, atualmente, em diagnóstica (entre provedores de atenção à saúde); assistencial, sendo a teleconsultoria entre profissionais de saúde, a teleconsulta entre profissionais de saúde e pacientes e a telemonitoração entre pacientes e máquinas; e intervencionista, com a teleterapêutica e telecirurgia. Contudo, para Renato Sabbatini, daqui a algum tempo, não haverá mais necessidade, por não fazer mais sentido, o uso de tele no termo telemedicina. *Matéria atualizada em 16/04 para alterar as informações referentes às receitas virtuais, após Bolsonaro ter sancionado a lei que autoriza telemedicina em todas as áreas de saúde A Abranet disponibiliza para a íntegra da apresentação do Dr. Renato Sabbatini. Veja o complemento do webinar com as respostas às dúvidas remanescentes.

leia

também

  • Drex, a moeda digital nacional, teve 500 operações de 11 instituições em 50 dias de piloto

    Drex, a moeda digital nacional, teve 500 operações de 11 instituições em 50 dias de piloto

    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

    ler mais
  • BC publica cronograma para testes do Pix Automático

    BC publica cronograma para testes do Pix Automático

    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

    ler mais
  • Comitê que vai definir futuro da internet tem dois brasileiros

    Comitê que vai definir futuro da internet tem dois brasileiros

    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

    ler mais