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  4. USP vai sediar centro de Inteligência Artificial do Brasil

USP vai sediar centro de Inteligência Artificial do Brasil

08 de outubro de 2019

por Redação da Abranet

A IBM e a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) anunciaram a Universidade de São Paulo (USP) como instituição parceira selecionada para sediar o mais avançado Centro de Pesquisa em Engenharia em Inteligência Artificial do Brasil. As pesquisas serão aplicadas a diferentes segmentos do mercado, com focos em recursos naturais, agronegócio, meio ambiente, finanças e saúde, criando avanços científicos significativos e formando pesquisadores e profissionais em IA. O novo Centro de IA fará parte do Centro de Inovação InovaUSP, localizado na Cidade Universitária, em São Paulo. As atividades do centro estão previstas para terem início no começo de 2020.Com financiamento de até 10 anos, IBM e FAPESP reservarão, cada uma, até US$ 500 mil anualmente para implementar o programa, que contará com avaliações periódicas das atividades do Centro. Já a USP, por sua vez, investirá até US$ 1 milhão por ano em instalações físicas, laboratórios, professores, técnicos, administradores para gerir o Centro, entre outros. A definição do cronograma de construção do espaço e outros detalhes do projeto serão definidos em acordo que deverá ser assinado até o final de 2019.O edital anunciado publicamente teve as propostas analisadas com auxílio de especialistas internacionais, escolhidos conjuntamente pela IBM e Fapesp. Entre os critérios levados em consideração na avaliação estavam a composição adequada de equipes de pesquisadores e profissionais designados à administração e ao gerenciamento do projeto, além da elaboração de um plano de pesquisa avançado e original competitivo, tanto nacional como internacionalmenteEsta é a maior parceria do Brasil entre uma empresa de TI e o setor acadêmico para a colaboração em Inteligência Artificial (IA) e reunirá o conhecimento de cientistas, professores e estudantes para a realização de pesquisa e projetos conjuntos. O Centro de IA também será o primeiro da América Latina a fazer parte do IBM AI Horizons Network (AIHN), criado em 2016 para promover a integração e colaboração entre as principais universidades do mundo, estudantes e pesquisadores da IBM comprometidos em acelerar a aplicação de IA a alguns dos maiores desafios globais, como assistência médica, processamento e reconhecimento de imagem, aprendizado de máquina, processamento de linguagem natural e tecnologias relacionadas.A criação desse centro com a USP é um marco muito grande para a pesquisa no Brasil e vai permitir que tenhamos estudantes, pesquisadores e outros profissionais engajados em uma área que vem ganhando cada vez mais relevância estratégica no mundo, possibilitando que haja uma agenda científica conjunta e avanços significativos, afirma Ulisses Mello, diretor do Laboratório de Pesquisa da IBM Brasil. Teremos também um intercâmbio de ideias bem maior com pesquisadores de todo o mundo, ampliando a solução de problemas decisivos simultaneamente para a ciência e o mercado e trazendo excelentes resultados.Segundo Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, a colaboração será efetiva e não apenas contratação de pesquisa pela IBM. Isso porque a IBM tem um time de pesquisadores de primeira linha em São Paulo, além de pesquisadores em outras localidades. Já o plano apresentado pela USP alia pesquisa na fronteira do conhecimento, e de interesse da IBM, com a formação de recursos humanos, tão necessários para o desenvolvimento do Brasil, ressaltou.Já de acordo com Fabio Gagliardi Cozman, diretor do Centro de IA e professor da USP, o projeto tem como objetivo levar a pesquisa em inteligência artificial a um novo patamar. Pretendemos que as atividades do Centro contribuam para colocar o país na fronteira desta área, capacitando profissionais e empreendedores, e que fomentem o debate na sociedade sobre como usar esta tecnologia da forma mais positiva possível, comentou.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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