sobregrupos de trabalhoeventos
publicações
notíciasrevistaswhitepaperscanal abranetmídia
contato
  • Fone (11) 3078-3866
  • WhatsApp +55 11 94528-2739
  • E-mail sec@abranet.org.br
Rua MMDC, 450, cj 304, Butantã, São Paulo-SP, 05510-000
Conheça nosso podcast Pensai!
#005 - Marketing e IA: conversa com Thiago Gonçalves, Country Manager da Blip México
#005 - Marketing e IA: conversa com Thiago Gonçalves, Country Manager ...
01h00/30 abr 2025
/
YouTubeSpotifyInstagram
Copyright © 2014 - 2025
Abranet - Associação Brasileira de Internet
Produzido e gerenciado por Editora Convergência Digital / Site criado pela SENNO
  1. home
  2. publicações
  3. notícias
  4. IX.br completa 15 anos registrando mais de 7 tb/s de pico de tráfego Internet

IX.br completa 15 anos registrando mais de 7 tb/s de pico de tráfego Internet

03 de julho de 2019

por Redação da Abranet

O IX.br (Brasil Internet Exchange) que compõe e promove a infraestrutura necessária para a interligação direta entre as redes autônomas que participam da Internet no Brasil, completa 15 anos de operação neste mês. O IX.br está presente em mais de 30 localidades nas cinco regiões do Brasil, e figura entre os maiores Pontos de Troca de Tráfego Internet do mundo. O PTT de São Paulo, por exemplo, é mundialmente o maior em número de redes interligadas e o terceiro considerando o tráfego de dados. Hoje, o IX.br registra mais de 7 Tb/s de pico de tráfego Internet, sendo o PTT de São Paulo responsável por cerca de 5 Tb/s.  Os Pontos de Troca de Tráfego, ou Internet Exchanges, são pontos neutros onde diversas organizações estão interligadas para trocar pacotes de dados Internet entre si. Os PTTs são formados por datacenters com equipamentos que permitem a interligação simultânea de centenas de organizações – empresas de streaming de vídeo, sítios de buscas, redes sociais, bancos, universidades, órgãos de governo, entre outras. Essa união de redes permite que a Internet fique mais veloz, eficiente, resistente a falhas e com custo mais baixo. O NIC.br cria e opera PTTs com o objetivo de tornar a Internet melhor para todos os brasileiros, destaca Demi Getschko, diretor presidente do NIC.br, que reforça a importância da colaboração de universidades, redes acadêmicas, empresas e órgãos públicos, datacenters privados, provedores de Internet e empresas de telecomunicações. A iniciativa é um sucesso também por conta do envolvimento de diversas organizações que cedem parte de suas infraestruturas e nos ajudam de diversas formas a tornar o IX.br uma realidade, complementa. História e evolução A operação do IX.br foi iniciada em julho de 2004, após aprovação do CGI.br do projeto PTT Metro. A iniciativa atendeu inicialmente a região metropolitana de São Paulo e incluiu o primeiro Ponto de Troca de Tráfego do Brasil, operado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) desde 1998, além de outros que surgiram por iniciativa de entidades acadêmicas e privadas. O modelo adotado pelo IX.br (PTT Metro) permitia que, ao conectar-se, todos os seus participantes trocassem tráfego entre si, o que atraiu a adesão cada vez maior de provedores de conteúdo e de acesso. Houve uma retroalimentação positiva. Mais provedores de acesso passaram a participar do IX.br para trocar tráfego com aqueles que forneciam conteúdo e vice e versa, lembra Milton Kaoru Kashiwakura, Diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br. O número de participantes únicos após os cinco primeiros anos era de 96, e passou para 788 nos dez anos de iniciativa, chegando hoje a 2.394. Com a popularização de serviços de vídeo on-line e streaming, houve uma mudança no perfil de tráfego Internet no Brasil. Até o ano 2011, os picos de tráfego registrados pelo IX.br aconteciam durante a semana, em horário comercial. Com a adesão cada vez maior de serviços de streaming de vídeo, utilizados nas casas dos usuários finais, os picos passaram a acontecer após às 22h e também nos finais de semana, e se mantêm assim até hoje. Houve uma mudança de comportamento também das operadoras, ao dar mais atenção aos usuários residenciais, comenta Kashiwakura, que recorda ainda do provisionamento bem-sucedido feito por empresas de acesso à Internet e de conteúdo para a transmissão via Internet de eventos de grande porte, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Outro marco importante na história da iniciativa foi a inauguração, em 2015, de um datacenter do NIC.br em São Paulo, que ampliou a infraestrutura de conexão do IX.br. Construído com recursos próprios da entidade, o novo datacenter conta com cinco vezes mais espaço do que a estrutura antiga, e apresenta disponibilidade de energia elétrica nove vezes maior. Seu projeto foi voltado à eficiência energética e à redundância, para suportar eventuais falhas em alimentação elétrica, fibras ópticas e equipamentos, e permitir manutenção independente, com possibilidade de até 48h de autonomia. Dados da empresa de consultoria e pesquisa de mercado Telegeography, apresentados durante o IX Fórum 12 - Encontro dos Sistemas Autônomos da Internet no Brasil, apontam que o custo para adquirir banda de 10 Gb/s da rota Miami a São Paulo caiu mais de 80% entre 2015 e 2018, passando de US$ 48 mil para US$ 8 mil. O IX.br permite que o tráfego seja resolvido localmente e tem proporcionado diversas melhorias para o ecossistema da Internet no Brasil, ressalta Kashiwakura. A presença do IX.br em mais de 30 localidades no País também contribui para diminuir custos dos provedores regionais, que antes dependiam de infraestrutura de provimento de trânsito para se interligar. Os PTTs, assim, tornaram viável o surgimento e o crescimento de provedores regionais, contribuindo para um ambiente mais competitivo. Nos últimos 15 anos, o IX.br tem proporcionado uma aproximação entre os provedores, que se relacionam e negociam serviços. Muitas empresas surgiram nesse mercado, enquanto outras se uniram para trabalhar conjuntamente, contribuindo para que a infraestrutura da Internet melhorasse no país e para que mais brasileiros tenham acesso à rede, completa o diretor. 

leia

também

  • Drex, a moeda digital nacional, teve 500 operações de 11 instituições em 50 dias de piloto

    Drex, a moeda digital nacional, teve 500 operações de 11 instituições em 50 dias de piloto

    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

    ler mais
  • BC publica cronograma para testes do Pix Automático

    BC publica cronograma para testes do Pix Automático

    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

    ler mais
  • Comitê que vai definir futuro da internet tem dois brasileiros

    Comitê que vai definir futuro da internet tem dois brasileiros

    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

    ler mais