Binario Cloud cria programa de OEM para empresas de Internet

27 de maio de 2019

por Ana Paula Lobo

Com pouco mais de um ano de atuação – entrou em operação no começo de 2018 - a Binario Cloud, do grupo Binario, quer se diferenciar dos concorrentes na oferta de serviços na nuvem com uma relação mais fidelizada com o cliente e uma das ações é selar parcerias de negócios com as prestadoras de serviços de Internet e telecomunicações, em especial, nas regiões Norte e Nordeste para ganhar capilaridade. Nessa busca por ISPs, a Binario Cloud estrutura um programa onde oferece infraestrutura de nuvem e  as empresas de Internet entram com a última milha. Um modelo de OEM que tem tudo para dar muito certo. Os provedores estão investindo muito em fibra óptica. Chegam na casa dos clientes. Nós temos a infraestrutura de serviços na nuvem. É uma combinação que tem tudo para avançar, conta o diretor comercial da empresa, Luiz Fernando Souza, sem, no entanto, adiantar datas para acelerar essa área de atuação. Para o CTO da Binario Cloud, Cyrano Rizzo, para um negócio de cloud dar certo é preciso ter o trabalho de sentar e conversar com o cliente para definir o projeto de nuvem é considerado essencial. Isso nos diferencia muito das nuvens que estão no mercado. Nós não fazemos só o colocation. Não fazemos só a venda do software como serviço. Identificamos as necessidades do cliente para que o negócio dele avance pela TI. Há uma carência enorme por parte das empresas médias. Elas têm dificuldades de entender como funciona a nuvem, acrescenta o executivo. O sucesso das nuvens públicas da AWS, Google Cloud e Azzure não altera a rota de planejamento. Até porque no modelo de negócios da Binário Cloud, a parceria desponta como estratégica e até esses players são parceiros como em outros casos, há a competição. Outra ação é com o datacenter Odata, que tem o seu espaço voltado apenas para serviços na nuvem. Como a latência é um problema para a conexão com os clientes, o diretor comercial conta que está bem perto de fechar parcerias com datacenters nas regiões Nordeste, e se der certo, também será levado para a região Norte. Tem cliente que foi para a nuvem pública e desistiu porque percebeu que os problemas de performance não são resolvidos apenas pela migração. Ter a TI na nuvem significa entender a operação. É nesse nicho que estamos entrando e ganhando nossos clientes, acrescenta Cyrano Rizzo. Os projetos de cloud não acontecem apenas no Brasil. A Binario Cloud está bem perto de anunciar um grande contrato no Panamá, na América Central, mas os executivos preferiram não adiantar detalhes. Mas do ponto de vista técnico, a hiperconvergência estará presente no projeto. Tudo está acontecendo com os ambientes sendo cada vez mais definidos por software, aponta o CTO da provedora. O crescimento da Binario Cloud no mercado será gradativo e já há a expectativa que em dezembro, o aporte de cerca de R$ 10 milhões feitos pelo Grupo Binario na empresa terá retornado para os investidores. Estamos atuando para manter o crescimento de 40% ao ano, completa Luiz Fernando Souza.

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