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  4. Prestadores de SCM são os impulsionadores da banda larga fixa

Prestadores de SCM são os impulsionadores da banda larga fixa

25 de março de 2019

por Roberta Prescott

O Brasil é o sexto maior mercado de banda larga fixa do mundo, com 28.889.847 acessos, representando 2,8% do mercado global, atrás da China (38,5%), Estados Unidos (10,7%), Japão (4%), Alemanha (3,2%) e Rússia (3%). Dentro do cenário brasileiro, as prestadoras de SCM têm exercido um papel fundamental para levar o acesso à internet a várias regiões. Em 2018, elas representavam 26,45% e com tendência de crescimento. Além disto, apesar de constar como o sexto do mundo em número de acessos, o Brasil não aparece entre os 20 países com maior densidade de banda larga fixa (nº de acessos/100 habitantes). Esses e outros dados constam do Relatório de acompanhamento do setor de telecomunicações, elaborado e divulgado pela assessoria técnica da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Cabe lembrar que, desde novembro de 2018, as prestadoras de telecomunicações estão subdivididas em dois grandes grupos: aquelas consideradas Prestadoras de Pequeno Porte (PPP), qual seja o grupo detentor de participação de mercado nacional inferior a 5% em cada um dos serviços de telecomunicações ofertados, e as prestadoras que não se enquadram em tal definição, notadamente os grandes grupos econômicos que trabalham com telecomunicações (Oi, a Telefônica/Vivo, a Claro/NET, a TIM e a SKY). O documento relata o crescimento significativo do mercado nos últimos anos, todavia com uma redução no ritmo de aumento, 1% ao trimestre já há alguns anos. O crescimento anual médio de acessos de banda larga fixa no Brasil (12,8%) é quase o mesmo ritmo do resto do mundo (13%). Já as PPP vêm aumentando consideravelmente, com variação positiva de 93,3% de crescimento de acessos de banda larga fixa, passando de 6.124.451 em 2017 para 8.242.765 em 2018. Um dos destaques para as PPPs é o aumento de participação na região 1 do Plano Geral de Outorgas (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará, Amapá, Amazonas e Roraima), possuindo 35,4% de fatia de mercado e taxa de crescimento média de 15,2% ao ano. Na região 2 do PGO, as PPPs têm 26,4% de fatia de mercado e na região 3, 16,2%. Ao analisar a evolução do número de prestadoras de pequeno porte de SCM, a agência apontou a existência de 9.486 empresas deste porte em 2018, um aumento em relação às 8.735 de 2017 e um salto quando comparadas às 1.098 de dez anos antes, em 2008. O ano de 2016 foi o que adicionou mais PPPs, com 1.664 prestadoras de pequeno porte de SCM entrando no mercado. O estudo da Anatel também mostrou que a maior parte dos municípios (78,2%) possui cinco ou mais prestadoras ofertando o serviço de banda larga fixa na localidade. Apenas 5,4% dos municípios possui de um a quatro prestadores de acesso à internet banda larga fixa; 20,5% possui de cinco a oito; 13,7% de nove a 12 e 60,4% mais de 12 empresas. Veja a íntegra do Relatório Serviços Banda Larga Fixa SCM 2018 (Arquivo PDF - 1,85 MB)

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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