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Senado aprova e Lei de proteção de dados pessoais vai à sanção

10 de julho de 2018

por Por Luis Osvaldo Grossmann*

O Congresso Nacional aprovou nesta terça-feira, 10/7, e agora falta apenas a sanção presidencial para o Brasil passar a ter uma legislação específica para a proteção de dados pessoais. O Senado manteve o texto já aprovado pela Câmara, que cria uma autoridade nacional para regular e fiscalizar o assunto, orientada por um colegiado multissetorial inspirado no Comitê Gestor da Internet e com regras para os setores público e privado.“Foram quase dois anos de um intenso debate nesta Casa. Quero agradecer o apoio forte que tivemos de uma forte coalizão da sociedade civil, mais de 60 entidades que se juntaram na direção de ajudar a construção coletiva de um texto que pudesse conferir à sociedade brasileira a garantia de um direito fundamental, que é o direito à privacidade. Mais de uma centena de países já têm leis e diretrizes de proteções de dados no ambiente da internet, que proteja a privacidade estabelecendo regras, limites, diretrizes, responsabilidades e penalidades objetivas. Com a sanção, a sociedade brasileira também terá”, festejou o relator, Ricardo Ferraço (PSDB-ES).De fato, deu-se um casamento inédito de interesses entre a sociedade, liderada por entidades de defesa de direitos civis e do setor privado, como a Coalizão Direitos na Rede e associações como a Abranet, a Brasscom, Abes, Assespro e Fenainfo, além de Abert, Movimento Brasil Competitivo, associações comerciais, entre outras. Nesta mesma terça, representantes desse grupo multissetorial foram à presidência do Senado insistir nos pedidos de votação antes do recesso parlamentar. Deu certo.A partir da sanção, haverá um período de 18 meses para que as previsões do texto legal entrem em vigor – a exemplo do que aconteceu na revisão das diretrizes europeias de proteção de dados pessoais, que aprovadas ainda em 2016 começaram a valer no fim de maio deste 2018.  O texto prevê a exigência de consentimento para o tratamento dos dados e considera princípios de finalidade específica, necessidade e responsabilização. Há dispensas quando feito pelo Poder Público, para cumprimento de obrigação legal, execução contratual ou “quando necessário para atender aos interesses legítimos do responsável ou de terceiro”. Ou quando os dados foram tornados públicos pelo titular – como informações postadas em redes sociais.No caso de dados sensíveis, o consentimento precisa ser específico e destacado, sendo assim considerados quando “sobre a origem racial ou étnica, a convicção religiosa, a opinião política, a filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural”. Também há proteções específicas para dados de crianças e adolescentes.Dentre as previsões específicas para o Poder Público, os dados devem ser interoperáveis e compartilhado internamente para políticas públicas. Em especial, é vedada a transferência de dados pessoais a entidades privadas, a não ser em caso de execução descentralizada de atividade pública ou quando houver previsão legal. A não ser no caso das informações que já forem acessíveis publicamente.A lei cria uma autoridade nacional de proteção de dados, na forma de agência reguladora com conselho diretor com três membros, tendo ainda um conselho nacional multissetorial, com 23 integrantes, a quem compete definir as diretrizes estratégicas desse novo órgão. Em modelo semelhante ao Comitê Gestor da Internet, tem seis representantes do Executivo, quatro para Câmara, Senado, Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público, quatro vagas para representantes da sociedade civil, quatro para o setor empresarial e quatro para a academia. Além de um assento para o próprio CGI.br.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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