Conteúdo sob demanda é desejo de consumidor. Programadoras apostam no formato

06 de agosto de 2015

por Roberta Prescott

Os assinantes da TV paga já entenderam que podem consumir parte do conteúdo do pacote que assinaram a partir de diversas plataformas e sob demanda. Incorporar mais programação e melhorar a experiência do usuário são agora desafios que tanto as operadoras quanto as programadoras enfrentam para expandir este mercado. Neste cenário, as plataformas móveis ganham espaço. Mais da metade (53%) da programação do Telecine não-linear é acessada via dispositivo móvel. Em média, 11 filmes são assistidos por mês na plataforma TV Everywhere. “Hoje, consumidor está entendendo as janelas e as opções que têm”, afirmou Flávia Hecksher, diretora de marketing do Telecine, durante painel realizado nesta quinta-feira na ABTA. A receptividade do cliente pelo conteúdo sob demanda fica bem clara ao se observar os números do Telecine. Nos últimos quatro anos, até 2014, o canal somou 13 milhões de transações no conteúdo não-linear e apenas em 2015 o Telecine deve chegar a 9 milhões de transações. De acordo com a executiva, 20% da audiência de um filme no primeiro mês vem do sob demanda. O aplicativo do Telecine Play soma 7 milhões de downloads, sendo 57% na plataforma Android. Mas são os clientes de iOS que consomem mais. No entanto, Flávia Hecksher reconhece que ainda é preciso melhorar a interface para os usuários, principalmente, melhorar o processo de login. As programadoras também estão aproveitando as plataformas sob demanda para fomentar a audiência de conteúdo que não tem desempenho como esperado no linear. A Discovery tem visto que programas que não respondem bem no linear quando são colocados para consumo no não-linear vão bem. “Entendemos melhor a demanda e lançamos mais canais em vídeo sob demanda. Também entendemos que o volume de conteúdo precisa ser maior; por exemplo, o consumidor quer ver todos os episódios das séries”, disse Alessandra Pontes, da Discovery. A NET Serviços também observa esta mudança. Atualmente, cerca de 20% do tempo do assinante da operadora é gasto na plataforma sob demanda Now. E o consumo tem aumentado.  

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